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Apelo à Sociedade
Associação de Amigos do Casarão

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ONDE SE QUER CHEGAR?

Adriano Ruschel Marinho - psicólogo voluntário - 26/03/2002

Falo em nome de uma pequena comunidade de sem-tetos que há 6 anos ocupa uma área predial abandonada em frente à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, conhecida como Casarão. Sou psicólogo e faço o acompanhamento voluntário de algumas famílias do lugar desde outubro de 2000. Sua situação de vida é profundamente dramática. Algumas são levadas a sobreviver do tráfico de drogas e de mercadoria roubada por pura falta de melhor oportunidade.

Há 6 meses que discutimos a possibilidade de implantar no local um projeto social de formação profissionalizante e artística através de oficinas de trabalho e geração de renda. A idéia é partir do talento de alguns moradores para, numa 1ª fase, capacitá-los em áreas de seu interesse. Numa 2ª fase, esses moradores irão se tornar instrutores e oficineiros para estender o mesmo tipo de formação à jovem população de rua que circula pelo centro da capital gaúcha.

A área é bem espaçosa e, com uma boa reforma e a construção de novos prédios, poderá se prestar otimamente a essa finalidade. Os atuais ocupantes se dispõem a continuar morando no local somente enquanto a prefeitura não puder integrá-los em algum projeto habitacional. O que lhes importa, acima de tudo, é construir uma identidade profissional, cultural e artística digna para si mesmos, a partir de seus próprios talentos e interesses. E que o Casarão possa simbolizar a esperança de que uma nova atitude diante da vida é possível. Como se constituir juridicamente como Associação de Amigos do Casarão é o primeiro desafio. Esta é uma carta de apelo. Para que o sonho se realize, vai ser preciso muita ajuda.

Cópias desta mensagem estão sendo enviadas a representantes do poder público local (prefeito, vereadores, governador, deputados estaduais e federais, etc.), órgãos de imprensa e comunicação locais e nacionais (RBS, TVE, Band, Pampa, Guaíba, SBT, Globo, Folha de São Paulo, Veja, IstoÉ, etc.), fundações e ONGs de todo o Brasil, como Fundação Abrinq, Fundação Anchieta, Fundação Roberto Marinho, Fundação Airthon Senna, Parceiros Voluntários, Themis, Advogados Populares, Ação da Cidadania (Betinho), Criança Esperança, Aldeia Infantil S.O.S., Projeto Crer para Ver (Natura), Projeto Axé, Projeto Quixote, etc., além de organismos internacionais como Unesco, Unicef, etc. Toda essa correspondência será remetida a partir de 26 de março, data de aniversário da cidade de Porto Alegre.

Queremos avaliar a amplitude e o grau de sensibilidade das propostas de ajuda e pretendemos dar publicidade ao assunto no dia 18 de junho de 2002, data que marca o primeiro aniversário do falecimento de Nandinho, aos 22 anos de idade, ele que foi o primeiro a ocupar o Casarão de modo contínuo, bem como o primeiro a acreditar que mudar a cara do Casarão fosse possível.

Para maiores informações sobre a realidade de vida dos atuais ocupantes, basta ler o Dossiê dos Excluídos do Casarão, de autoria da moradora Janete, além de textos escritos por outros moradores (Miriam, Michelle, Maíza, Regina, etc.) no sítio http://amigosdocasarao.tripod.com.br. Favor enviar sua resposta ao endereço acasarao@ibest.com.br. Contamos com seu apoio! Obrigado. Adriano Marinho. CRP07/10818.

Associação de Amigos do Casarão
Rua Washington Luís nº 217 * Porto Alegre / RS * Brasil * CEP 90010-000